Uma das coisas mais importantes para
a Igreja de Cristo é sem dúvida a salvação das almas perdidas e a conservação
da salvação destas pessoas que agora foram apresentadas ao Senhor Jesus. Uma
igreja que consegue manter seus membros é certamente uma igreja que possui bom
equilíbrio, mas manter esses crentes a que custo? Alguns pastores e líderes
cometem absurdos eclesiásticos e doutrinários na boa intenção e manter o
rebanho, até esquecem, ou colocam de lado questões que são fundamentais no
cristianismo ortodoxo, levantam novos ensinamentos uma nova visão, um novo
ministério para à igreja. A verdade é que homens se envaidecem, querem ver sua
igreja cheia, existe hoje até certos chavões os quais os ouvimos pronunciar em
seus púlpitos luxuosos: ‘’ Serei Pai de multidões’’, mas isso deixaremos para
falar em outro capitulo deste singelo trabalho.
Quero neste momento prendermos aos
reais ensinamentos bíblicos mencionando o que o apostolo Paulo instrui o seu
filho na Fé Timóteo: "Tu, porém, permanece
naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens
aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem
fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus" (2Tm
3.14,15). Tendo em vista estas tão belas e sabias palavras fico maravilhado com a profundidade do
ensinamento dado pelo Espirito Santo, ao mesmo tempo nos é revelado que tudo
que condiz à igreja e sua sã doutrina já está revela e registrado nas sagradas
letras da bíblia sagrada, então por que insistimos em inventar em reescrever de
nossa própria forma, criando assim um evangelho novo, feito a nossa própria
imagem? O que muitos usam de justificativa é o fato que a intensão é boa... O
que de maneira alguma vamos questionar, pois a verdade é que a intensão é das
melhores, queremos ver as pessoas na igreja, louvando ao Senhor, porém irmãos
queria rapidamente comentar o registra o livro de 1 Crônicas 13:1-14, onde vemos relatada a morte de
um bom homem chamado Uzá. Ele e seu companheiro Aiô guiavam o carro de bois que
estava transportando naquele momento a arca do Senhor, até que os bois
tropeçaram e na boa vontade de equilibrar a Arca Sagrada, põe suas
desautorizadas mãos no objeto e de repente o inesperado acontece, Uzá morre
fulminado pelo Deus de Israel, é impossível ler este texto e não ficar
estarrecido com este acontecimento, até mesmo questionamos ao Senhor, ‘’Porque
meu Pai, um homem cheio de boas intenções’’. A verdade meus queridos é que as
nossas intenções podem ser as melhores, mas o que não devemos esquecer é a quem
estas ‘’boas atitudes’’ devem está agradando, Davi no intuito de fazer o seu
melhor esqueceu-se de coisas muito importantes no culto ao Deus de Israel, a
forma de transportar a Arca já havia sido ensinada por Deus, a forma como
deveria ser conduzido o rito sagrada já era determinada em Sua Lei, por que
então não observar a Palavra e nela vermos como é a vontade de Deus para seu
povo, para seu culto de adoração.
NÃO É COMO NÓS QUEREMOS, mas como Ele, o Senhor
determinou que deve ser feito, quero ressaltar que a bíblica não pede que você
concorde inteiramente com ela, mas se somos servos do Senhor, se de fato somos
seus sacerdotes, devemos sim obedece-la. Muitos em seus esforços de criar uma
igreja numerosa se perdem por não observarem a vontade de Deus nas escrituras,
uma vez que antes da igreja ser luxuosa, numerosa ela deve ser santa e
separada, coisas que só podemos nos tornar observando a Palavra inspirada e sendo
obedientes a vontade soberana do dono da igreja.
Mas o que torna tão difícil nos mantermos naquilo em
que fomos ensinados? Vale ressaltar que estamos mencionando o verdadeiro
ensinamento bíblico, o ensino de Cristo que é o firme fundamento da Igreja. A
resposta é aparente demais em nossos dias, na verdade é impossível de não
perceber que lideres estão conduzindo a igreja para uma mudança que não
deveria, uma igreja que acompanha as mudanças do mundo e na prática acaba sendo
a igreja que imita o mundo, uma igreja pós-moderna, que afasta-se cada vez mais
do projeto divino. Lembremo-nos que fomos chamados para sermos diferentes de
tudo o que o mundo hoje prega, a igreja não anda como toda a sociedade, a
igreja é a luz em meio as trevas.
Existe um exemplo de igreja que quando o observamos
e comparamos com os cristãos de nossos dias, ficamos a nos perguntar: “ onde
está o desafio de sermos crentes?’’, onde está a nossa diferença? Estou falando
da Igreja em Esmirna, um povo fiel de uma época em que ser associado a Cristo
era como pena de morte, aqueles irmãos perderam tudo por não abrirem mão
daquilo que nós também não deveríamos, aqueles homens e mulheres possuíam uma
fé inegociável. Eram coagidos a negarem sua fé, e por permanecerem fieis ao
Senhor todos seus foram-lhes tirados, seus empregos, foram forçados a viver em
extrema pobreza, porém em contraste a esta condição o Senhor expõe à João qual
era a real situação espiritual deste povo ao declarar: ‘’ Tu és rico’’, a maior
riqueza do povo de Deus não esta na grandiosidade de seus templos, ou na pompa
de suas cerimonias, mas em sua realidade espiritual uma riqueza tão grande que
nem mesmo a morte pode tirar do cristão, um tesouro chamado salvação eterna.
Fico amedrontado só de saber que nossos irmãos da igreja primitiva passavam as
maiores provações por amos de Cristo, os documentos históricos que relatam os
martírios sofridos pelos primeiros cristãos, que ainda assim permaneciam fieis
uma vez que seus alicerces espirituais eram de extrema firmeza. Ainda no livro
de Apocalipse encontramos um exemplo pessoal de servo de Deus chamado Antipas,
historicamente identificado como bispo de Pérgamo, importante cidade romana que
possuía a maior biblioteca do mundo fora a de Alexandria. Antipas é chamado
pelo Cristo Glorificado de ‘’fiel testemunha’’, pois por permanecer naquilo em
que foi ensinado, sendo ele discípulo de João Evangelista, sofreu um terrível
suplicio por ordem de Roma, este foi assado vivo dentro de bezerro de bronze no
tempo da deusa Artemis, pois a sua principal mensagem para o povo em Pérgamo
era que parassem os sacrifícios aos deuses romanos e se voltassem para Jesus, o
real salvador.
Uma que temos tão grandes exemplos, onde tamanha e
genuína fé é demonstrada, colocamos a nossa própria fé em comparação e ficamos
a questionar até que ponto somos cristãos autênticos.
A obra é de Deus, a Igreja é Cristo, então sendo
assim, devemos ter o compromisso de sermos bons observadores das sagradas
escrituras para fazermos tudo de acordo com a vontade do Pai, mesmo que na
visão humana de números esta vontade soberana não venha encher os nossos
templos, ainda assim devemos pregar a mensagem de um evangelho que corresponde
à mensagem transformadora que nos foi deixada por Jesus.
O que diremos do ministério de Jesus Cristo em sua
época? Por que dentro da visão de homens foi um ministério falido, onde uns
poucos homens e mulheres o acompanharam fielmente em Sua jornada e ainda assim,
quando veio o dia mal, muitos fugiram e até os mais chegados o negaram. E Noé
que pregou por mais cem anos e só a sua casa se converteu àquela mensagem tão
difícil de ser aceita.
Entendemos que existem chamadas especificas, mas nem
todos são chamados para serem pais de multidões, existem os profetas que devem
continuar constrangendo os homens ao arrependimento, existem os mestres que
ainda precisam ensinar o povo que peca cada vez mais por falta do conhecimento
da Palavra de Deus, portanto devemos sobre tudo ter uma consciência de nosso
chamado, ainda que esta chamada a primeira instancia não seja aquele que
vaidosamente desejamos, pois a luz que deve brilhar nos homens e mulheres que
Deus chama para sua obra não é a dos holofotes, mas sim a luz de Jesus.