terça-feira, 15 de maio de 2012



 A IGREJA PÓS-MODERNA/ O NOVO MODELO DE PASTOR

A influência dos perigos e desafios da pós-modernidade pode ser vislumbrada facilmente na vida da Igreja e de seus lideres, para muitos hoje não basta ser pastor, daí surgem figuras deturpadas de liderança eclesiástica, é o novo modelo do ‘‘ Bispo’’ e até mesmo ‘‘Apostolo’’, não desprezando inteiramente estes títulos, mas sim a sua aplicação em nossos dias, sendo que assim na maioria dos casos a figura do líder torna-se mais evidente que a figura do centro de toda a igreja, JESUS. Muitas igrejas evangélicas, consciente ou inconscientemente, têm até mesmo adotado modelos eclesiásticos e pastorais que carregam em si a marca clara do mundo pós-moderno, especialmente no que se refere à teatralização, à dominação e à comercialização da religião, como se fora um artigo cultural qualquer.
Relacionamos este modelo eclesiológico com a atividade pastoral. Assim, demonstramos que a cultura massificada pela televisão tem tornado a sociedade pós-moderna na “sociedade do espetáculo”. Por esta causa, o ministério pastoral tem se desenvolvido cada vez mais em grandes eventos, que só contribuem para aumentar o sentimento de desamparo e solidão do povo. Nesse novo modelo de igreja, até o culto toma uma nova conotação.
Os novos gostos litúrgicos, nas igrejas, atraem a seduzem multidões. A imagem apaixona, o espetáculo seduz mentes, corações e corpos, e imperceptivelmente a igreja se transforma em um imenso teatro coletivo; o culto converte-se em arrebatadora performance das coisas que se deveriam esperar. Realidades escatológicas são temporalizadas, capturadas nas agradáveis sensações da confusa presença do sagrado no extasiante consumo dos novos cânticos, novos ritmos, novos gestos, novas palavras de ordem, novos ritos, novos modelos de pastores, meios sempre novos para se “performar” os mesmos e velhos ritos da celebração cristã. “Bispos e Apóstolos” deixam evidente no ‘‘palco’’ que a Mensagem da Cruz não é mais suficiente para transformar corações.
É por isto que, ao invés de centralizar-se na proclamação da Palavra de Deus, o culto evangélico tem tido o seu foco sobre manifestações visíveis da espiritualidade. Assim, a primeira tarefa pastoral que propomos é o cuidado com estas seduções da imagem e do espetáculo, não aceitando o papel que a pós-modernidade tem dado aos líderes religiosos.